Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Bibliografia.





.CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006
.COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
.HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
.ORWELL George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003
.MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. 1ª. edição, São Paulo: SENAC, 2000.
.TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
.CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
.MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
.RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
.KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
.BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. 1ª. edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2001
.MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ª. edição, São Paulo: Cortez, Brasília: Unesco, 2000.
.KLEIN, Naomi. “Marcas globais e poder corporativo”. In: MORAES, Dênis de. Por uma outra comunicação. 2ª. Edição. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, págs. 173-186.
.Barber, Benjamin R. “Cultura MacWorld’. In: Moraes, Denis de. Por uma outra comunicação. 2. Edição. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, págs. 41-56.
.Lima, Venício A. de (org). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
.Jornal Nacional: A notícia fa história. 12ª. Ed. Revista
.Barbero, Jesús Martín. “Globalização comunicacional e transformação cultural”. In: Martín Moraes, Denis de (org)” Por uma outra comunicação. 2 Edição. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, págs. 57-86.
•KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
•MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
.KLEIN,Naomi.Sem Logo: a tirania das marcas em um planeta vendido,Rio de Janeiro: Record,2002.

MEUS PROFESSORES.




Agradeço muito ao meu estimado professor e aos colegas da classe por tudo que aprendi.
Confesso que iniciei essa disciplina achando que conhecia muito sobre o poder da mídia e a influência dela na sociedade. Das ingerências no telejornalismo da área de marketing, anunciantes, do próprio proprietário ou ainda de políticos e governantes.
Foram anos sofrendo para ser o mais ético possível. Levar a informação democraticamente e até brigando dentro de redações por essa causa.
Achei que teria muitas experiências para revelar. Nada disso.
Logo na primeira aula percebi que estava errado quando o professor Dimas expôs a frase: TODO PONTO DE VISTA É A VISTA OU VISÃO A PARTIR DE UM PONTO! Uma reflexão de que pontos de vistas diferentes é ponto de estudo. Também de cara aprendi que a visão epistêmica nos leva a estudar o comportamento do poder que a mídia pode ou não exercer, nada pode ser considerado como certo ou errado, mas obter diversas formas de perspectiva e que promova reflexão.
E para me colocar no devido lugar de aluno, sempre um aluno compartilhando, outra bomba:
Menos portanto e mais talvez...
Menos conceitos e mais noções...
Menos verdades e mais aproximações possíveis
Menos certezas e mais buscas.

Nunca tinha tido um aprendizado tão grande numa sala de aula desde minha época de faculdade. Com tanta interatividade e conhecimento dessa turma que me ajudou muito.
Aprendi a aprender.
Obrigado.

MODERNIDADE LÍQUIDA. VELOZ. LEVE. VORAZ.. VIVER E VOAR COMO A BORBOLETA.





"Voar suavemente traz contentamento. Voar sem direção provoca estresse.", (Zygmunt Bauman)

Como enfatisar esse momento da vida para se esquecer da morte?
A vida se empurra com a barriga? Ou em holografias, com ou sem consciência?
O tempo não nos dá conta do tempo que procuramos para viver.
Onde encontrar sabedoria nessa modernidade para viver o tempo livre? Como voar suavemente sem a velocidade peculiar de nosso tempo?
O stress está sempre nos rondando a mente, após a praia num findi ou uma noite de amor.
Ver , ver e ver. Inundações de imagens, sufoco de ilustrações, espetáculos.
O que nos diz ou toca nossos sentidos esse mundo que passa diante de nós, em todos os lugares, instantâneo?
E o medo do vazio?
Tempo veloz, fluído.
Intangível e voraz.
Vivemos uma geração que se amolda ou é mutante.
Fazer, fazer, fazer, mais.
Será a velocidade um Deus?
Mundo da modernidade, como os líquidos, vamos nos caracterizando por uma incapacidade de manter a forma.
Zygmunt e o medo líquido, uma metáfora para compreender nosso mundo...Uma sociedade cada vez mais imediatista , o valor está onde não se toca. Onde encontrar a liberdade?
Entre o ontem e o hoje, líquido é algo que se adapta a forma de uma vasilha, do copo. Fluidez é o nosso tempo, ou leveza, leve.
Nada mais sólido, pesado rígido.Ford.
Hoje Bills Gates.
A leveza do dinheiro e não das tradições, territórios , ostentações.
Valores e a temperatura ambiente mudam a todo momento. E ao mesmo tempo.
Hoje o poder é leve e se esconde, não se sabe de onde vem, quem é, onde ele está.
É o dono da marca, fluída.
“A comunicação não é mais pós moderna, mas líquida e nela conceitos e interesses se amoldam ao sabor das ondas aos altos e baixos e às discrepâncias das profundezas para exibir uma superfície plana, que cobre extensivamente todo o planeta com seu abraço afago”.(Zygmunt Bauman). O Poder do Mercado.
O quê a Mídia nos esconde? Nos mostra?
È nebulosa e ativa, presente e invisível, predominante e ambígua.
Onipresente, onisciente ou onipotente? Sempre complexa.
Consumo líquidos velozes e virtuais. Compulsivamente. Desejo a MARCA, já que ela "é mais que o produto". Serei doentio? Me escondo de um possível vazio?
Ritmo acelerado, tempo se torna escasso. Quero meu espaço.
Como viver nessa dicotomia entre o ócio saudável e a frenesi da produtividade que me é exigida ?
Instituições, referências estilos de vida mudam antes que tenham tempo de se solidificarem; costumes, hábitos e verdade 'auto-evidentes' .
Como voar como a leveza da borboleta na nossa mente e espírito sem o stress coagulado da modernidade no coração ?

O Poder da Publicidade.




"A publicidade não vende felicidade, ela gera depressão e angústia. Cólera e frustração.! Oliviero Toscani

Não há como estudar ou analisar Mídia no mundo globalizado sem tentarmos compreender os sentidos, as mensagens cognitivas da publicidade, especialmente numa era de hiperconsumismo. A publicidade coexiste na comunicação e cultura de consumo de massa e é fundamental não somente como função comercial, mas também para promover o debate de conceitos, ideais e diferentes discursos, muitas vezes, os dos próprios políticos ou governantes.
A publicidade, ao contrário dessa afirmação de Oliviero, também pode, como deve, se utilizar da criatividade para a educação e consciência de cidadania.

Refletimos muito sobre essa questão na sala de aula com a apresentação das idéias contidas no livro " A Publicidade é um cadáver que nos sorri", do italiano Oliviero Toscani, responsável por uma verdadeira revolução e choque no meio publicitário ao criar campanhas para a Benetton , especialmente em Outdoor.
Hoje no Brasil se discute muito a liberdade da publicidade nos meios de comunicação. Não apóio nenhum tipo de censura, porém é preciso rever campanhas mosntruosas de consumo de cervejas (uma porta aberta para os jovens entrarem de cabeça no alcoolismo e outras drogas) ou aquelas que influenciam crianças ao consumo exagerado.

Destaco para reflexão do tema o "Processo de Nuremberg Da Publicidade", criado por Oliviero:
Crime de malversação de somas colossais
Crime de inutilidade social
Crime de mentira
Crime contra a inteligência
Crime de persuasão oculta
Crime de adoração às bobagens
Crime de exclusão e de racismo
Crime contra a paz civil
Crime contra a linguagem
Crime contra a criatividade
Crime de pilhagem

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Marcas e o valor Virtual. A Modernidade da Velocidade.Da Tecnologia e a Sociedade de Consumo.

Entrevista concedida pelo cientista João A. Zuffo. Fundador e coornedador geral do Sistemas de Laboratórios Integráveis-USP


“assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas ‘por um momento’ (Modernidade Líquida – Zygmunt Bauman 2001, p. 8.Ed. Zahar).

Ao comentar sobre a obra de Aldous Huxley, " Admirável Mundo Novo", o cientista fala sobre mídia, sociedade pós moderna e a necessidade e liberdade da internet aberta, horizontal, sem censuras prévias como Meio de se obter informações e democracia.
Empregos tendem a desaparecer, mas não o trabalho. O dinheiro torna-se de baixa circulação.
Na era da chamada "modernidade líquida", as mensagens na velocidade de imagens, fotos, videos, etc, criam uma "entidade etéria" , lúdica ,de perdas de valores e fugidia.O valor das marcas é virtual.
Segundo o cientista, o principal fator para essas mudanças na sociedade mundial é a extrema e densa taxa de crescimento das telecomunicações, que se desenvolve cerca de 78 por cento ao ano.

Agenda Setting e Espiral do Silêncio




A Teoria do Agendamento ou Agenda-setting foi elaborada por Maxwell McCombs e Donald Shaw, em 1972. A mídia determina a pauta para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos.
Eu mesmo participei efetivamente desse "artifício" para manter minhas reportagens e pautas em evidência, sem com isso saber que contribuia para a mídia com a qual trabalhasse manter a intensidade de cobertura do fato e a relevância deste para o público. Essa relação ocorre repetidamente. Muitos receptores às vezes nem se dão conta do porquê estão tão envolvidos com determinado assuntos "polêmicos".
Casos populares como o assassinato da menina Isabella, o envolvimento do jogador Ronaldinho com travestis ou até assuntos de interesse políticos pautam a agenda da sociedade, ou até vice-versa.A mídia passa a ser pautada pelo crescente interesse de determinado assuntos.
Um bom exemplo:Com a cobertura da morte da menina Isabella Nardoni, no dia 5 de abril, a audiência dos telejornais cresceu até 46% na primeira quinzena do mês em relação ao mesmo período de março -é também o caso do "Brasil Urgente", da Band. A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, na Folha de São Paulo.A audiência do "Balanço Geral", da Record, cresceu 25%. Ao caso Isabella também foram atribuídas as consecutivas lideranças da Record no período matutino.No "Jornal Nacional", a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos na edição da terça-feira (15/4), o equivalente a 37% do telejornal. A Globo mobilizou 18 repórteres, oito produtores e 20 cinegrafistas para cobrir o caso. Eles fizeram plantões permanentes em casas de parentes de Isabella e em delegacias.
Enfim, aconteceu tudo que as duas partes, telespectadores e mídia, queriam. Cobertura repetitiva e agendamentos solicitados.

Espiral do Silêncio. Basicamente segue uma linha: "Eu me calo porque todo mundo está falando outra coisa". O grande problema é que com esse comportamento não se gera cidadania.O termo Espiral do Silêncio foi utilizado pela pesquisadora alemã Noelle-Neumann, as pessoas tendem a esconder opiniões contrárias à ideologia majoritária. Se acharem que suas opiniões podem não ter receptividade optam pelo silêncio. Os meios de comunicação por sua vez, tendem a priorizar as opiniões dominantes, isto é, aquelas a que tem maior acesso, consolidando-as e contribuindo para a formação de uma minoria isolada.Há uma grande relação com a teoria da Agenda Setting,onde as informações são veiculadas na mídia como aquilo que devemos discutir ou pensar, ajudando a manter assim o status quo.

PORQUÊ A IMPRENSA NÃO É MAIS O CHAMADO "QUARTO PODER"? E O PODER DO CIDADÃO?



No livro "A TIRANIA DA COMUNICAÇÃO", Editora Vozes,(1999),Ignácio Ramonet faz uma enorme crítica aos meios de comunicação que não têm ética, aos que manipulam o que é noticiado, aos que vulgarizam seus programas a fim de conquistar o maior número de espectadores.
O que mais me chamou a atenção, entre outros temas, é a idéia do que para ele seriam os verdadeiros três poderes constituídos na sociedade atual:O primeiro poder; a Economia. Segundo poder; o Mediático e Terceiro poder; o Politico.E não, como sempre soubemos, o Legislativo, o Judiciário e o Executivo.
O chamado Quarto Poder, da imprensa ou jornalismo, não existiria mais como um interlocutor da sociedade, mas apenas "embutido" no controle dos conglomerados midiáticos. São eles que difundem ou determinam ideologias, o que é ou não necessário para o cidadão.Por exemplo, quando todos os meios de comunicação afirmam um acontecimento como verdadeiro, mesmo que seja falso, como duvidar desta verdade?

No meu entendimento, a representatividade da cidadania nunca esteve tão ameaçada. Pois na verdade, o Poder Político está intimamente (e talvez cúmplice) ligado ao poder do Mercado e das grandes Mídias.
Há a necessidade de repensarmos jornalismo e o papel do comunicador num mundo cada vez mais digitalizado e com informações instantâneas como no caso das redes de internet.Para o espectador existe a ilusão de que ver é compreender, e todo acontecimento deve ter imagens. E essa concepção suscita o interesse por cenas violentas e sensacionais.
Repensar quem fala, como fala? Sob qual influência estamos sendo informados?
A real importância para o crescimento da noção de direitos civis e cidadania neste país.